Olá, o post hoje é daqueles cheio de indignação e um convite a reflexão e ação, já que cobrar nossos direitos , fazem parte do nosso dever.
Ontem o Jornal Nacional, na Rede Globo apresentou uma matéria que repercutiu em vários grandes jornais hoje.
Vamos a matéria, para discurtimos a respeito e tomarmos uma providência.
Retrato desolador da educação no Brasil
A edição de hoje do Jornal Nacional começa com a situação absurda a que são submetidas crianças do oeste da Bahia que tentam cursar o ensino fundamental. A reportagem é de
Dartagnan Nascimento e Giácomo Mancini.
De longe, parece um curral. Mas a cerca de arame farpado protege uma escola. A
escola municipal Castro Alves fica no distrito de Água Boa, município de Riachão das Neves, oeste da Bahia, onde o sol determina como os dez alunos de primeira a terceira série arrumam as carteiras.
A escola não tem sequer um pote de água para os alunos. A professora
Arlete Oliveira recebe menos de um salário mínimo e não reclama. Tem medo que as crianças fiquem sem ter onde estudar. E como toda professora que faz do ensino uma missão, ela tem sonhos.
"Que fosse pelo menos uma casinha, com porta, telha, pelo menos isso para dar aula melhor".
Como não há paredes, qualquer movimento chama a atenção dos aluno. "Tudo que passa lá fora eles param para comentar", diz a professora.
No mesmo município, 40 quilômetros depois. A caminhonete leva adolescentes soltos na carroceria aberta e o pior: quem dirige é um menor de idade, sem carteira de motorista.
"Que idade você tem?"
"Eu? 17".
"Você não tem medo de acontecer um acidente, de machucar essas crianças aí atrás?"
"Não".
"Há quanto tempo você faz esse transporte?"
"Comecei esse ano".
A mesma caminhonete acabou de deixar mais crianças numa outra escola. Isso mesmo, debaixo dessa lona, à sombra do jatobá, também funciona uma escola municipal: a Herculano Farias.
A escola foi criada em 1996 e sempre funcionou debaixo de árvores. A professora Elizângela Santos está aqui há três anos. Ensina crianças de primeira a quarta série. Não tem mesa, nem lista de presença, que é feita num caderno comum, e as tarefas são corrigidas no único banco que sobrou e de costas para os alunos.
As nove crianças que chegam primeiro, ocupam as carteiras. Quem chega depois, inclusive os pequeninos da pré-escola, tem que sentar em tocos de árvores ou dividir os bancos improvisados. Cada um escreve do jeito que dá e ninguém aprende como deveria.
"É quente demais, dá dor de cabeça, dor de ouvido. Assim não dá pra aprender direito. Melhor seria dentro de um colégio", reclama a estudante Daniela Gomes
Para a professora, o mais triste é não ter uma parede sequer para prender os trabalhos dos alunos. "Todos os colégios aqui têm. Nós estamos sempre embaixo da lona", diz a
professora Elizângela.
O município tem até uma fábrica de carteiras, mas até hoje elas não chegaram às crianças das escolas de lona.
O secretário de Educação, Manoel Barbosa, disse que já recebeu as duas assim
"Escola existe, não o prédio. Eu considero que lá funciona uma escola, porque tem professor e aluno lá. Lá está faltando espaço físico".
Ele promete construir as salas de aula até o fim do ano, mas até lá, as crianças vão continuar debaixo de lona, sob o sol quente e sem direito a uma educação de qualidade.
Esses dois espaços debaixo de lonas estão incluídos no Programa Dinheiro Direto na Escola, o PDDE, do Governo Federal. O secretário municipal de Educação de Riachão das Neves confirmou que recebeu a verba. Disse que comprou equipamentos, como geladeria e fogão, que serão usado assim que as paredes forem erguidas.
Encontre esta reportagem em:
http://jornalnacional.globo.com/Jornalismo/JN/0,,AA1556253-3586,00.html
Atitutes como essa causam um indgnacão que engoliria toda fonte de esperanca que temos nas pessoas, nas politicas, no país, se não fossem essa crianças com sua força, e vontade de estudar. E diferente dos motivos que muito os diminuem, que a escola é uma fulga para conforto, lugar para "merendar e brincar", já que nesse caso não há nem mesmo uma fonte de água, são elas, e pessoas como a professora Arlete Oliveira , na qual seu misero salario é aceito porque apreocupação com as crianças é maior, e um espaço para pendurar os trabalhos escolares, fazem mais falta do que o dinheiro em seu salário.
Poderíamos aqui discutir a Constituição, política, a educação no país, aliás estão abertos a isso, mas não quero me estender no texto.
Enfim o que nós podemos fazer é cobrar providências e sugiro que enviem o seguinte e-mail"
"Boa tarde,
Venho por meio desta demonstrar minha indignação ao tomar conhecimento da atual situação de ensino que se encontra o município de Riachão das Neves, no Distrito de água boa na Bahia.
E visto ao ponto que esta, e ao que foram deixados crianças do município solicito, no meu dever de cidadã(o) que seja tomada alguma medida, e uma delas é afastamento do secretario de educação, Sr Manoel Barbosa, que mostrou total falta de competência para cargo, causando danos físicos e morais, ferindo os direitos humanos.
Encaminho esta ao governo federal, pois, segundo a reportagem, dois espaços debaixo de lonas estão incluídos no Programa Dinheiro Direto na Escola, o PDDE, do Governo Federal. O secretário municipal de Educação de Riachão das Neves confirmou que recebeu a verba. Disse que comprou equipamentos, como geladeira e fogão, que serão usado assim que as paredes forem erguidas.
Como no projeto, afirma que esses "recursos são transferidos independentemente da celebração de convênio, ou instrumento congênere, e destinam-se à cobertura de despesas de custeio, manutenção e de pequenos investimentos, devendo ser empregados:
I - na aquisição de material permanente, quando receberem recursos de capital;
II - na manutenção, conservação e pequenos reparos da unidade escolar;
III - na aquisição de material de consumo necessário ao funcionamento da escola;
IV - na avaliação de aprendizagem;
V - na implementação de projeto pedagógico;
VI - no desenvolvimento de atividades educacionais;
VII - no funcionamento das escolas nos finais de semana; e
VIII - na implementação do Projeto de Melhoria da Escola (PME).
E o mesmo apresenta uma legislação e uma Prestação de contas, acredito que esta deva ser rigorosamente cumprida.
Aguardo uma providência que diminua a minha indignação, e faça jus todos os votos de confiança ao atual governo, federal ou municipal, mostrando acima de tudo respeito aos seus cidadãos, principalmente aqueles que não tem idade e força para assim fazê-lo.
Não esquecendo que é Direito da Criança e do Adolescente, segundo a Constituição Federal (art. 227) e o Estatuto da Criança e do Adolescente, criado pela Lei nº 8.069 de 13 de julho de 1990, a garantia do direito à vida, saúde, liberdade, respeito, dignidade, convivência familiar e comunitária, educação, cultura, esporte, lazer, profissionalização e proteção no trabalho para todas as crianças e adolescentes.
Data
Idade
Cidade/Estado
Nome Completo"
Enviar para presidencia@fnde.gov.br
Copia para pdde@fnde.gov.br ; sac@fnde.gov.br
Para saber mais projeto PDDE,
click aqui
Aguardo a opinião de vocës e principalmente ação. Por favor, quem enviar este e-mail comente aqui, para termos noção de quantos serão enviados.
Lembre-se que esse não é um problema para as crianças da Bahia, ou Município de Riachão da Neves, mas é mais que um problema, um dever, Meu e Seu (M&S)
Um abraço,
Pétris
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postado por: <$Petris$> 1:47 AM